Pesquisadores brasileiros desenvolvem técnica que diminui sequelas da Covid-19
07/05/2021 14:40 em Ciência e Saúde

Pacientes que precisam ser internados para tratar a Covid-19 ficam, em média, 22 dias no hospital, de acordo com dados de uma pesquisa que traça o perfil dos doentes divulgada pelo SUS. Tanto tempo parado - e muitas vezes desacordado - pode deixar a recuperação ainda mais lenta, mas uma técnica desenvolvida no Brasil tem ajudado a minimizar os efeitos de sequelas nos pacientes.

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um equipamento que estimula músculos de pacientes sedados com correntes elétricas, como se a pessoa que recebe este tratamento estivesse em uma academia ou sendo atendida por fisioterapeutas.

De acordo com o CEO da Visuri, Henrique Martins, a técnica "mantém todo o sistema neuromuscular do paciente intacto, enquanto o mesmo está desacordado, com segurança". "O procedimento mede todas as condições e entrega doses rigorosas, mas sem causar lesões", afirmou Martins.

O aparelho só está disponível em hospitais particulares, mas há negociações com o governo federal para que ele chegue ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Sequelas da internação

Um estudo da Academia Nacional de Medicina (ANM) indica que 20% dos pacientes internados por semanas pela Covid-19 desenvolvem algum tipo de problema. São sequelas mais profundas das já conhecidas pela infecção, como fadiga, perda de olfato ou dores de cabeça.

As síndromes pós-Covid podem causar doenças pulmonares, cardíacas, psiquiátricas e até musculares.

“Quando você tem uma inflamação muito grave, como acontece com os pacientes com infecção pelo sars-cov-2, a Covid, você tem um comprometimento de todos os seus músculos e nervos. Você fica completamente enfraquecido, sem forças. Você não consegue, por exemplo, movimentar as mãos, você não consegue andar, você tem dificuldade para falar. E essa complicação demora algumas semanas para que você possa recuperar. Você tem que fazer todo um período de reabilitação para você aprender a fazer isso tudo... Andar, falar, deglutir, comer”, afirmou Ederlon Resende, membro da Associação de Medicina Intensiva Brasileira

CNN

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